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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

DCC RPG: O Portal Debaixo das Estrelas

Saudações masmorreiros e masmorreiras!

Para meu jogo de estréia no Dungeon Crawl Classics eu optei por mestrar a aventura O Portal Debaixo das Estrelas.

Segui de forma bem padrão as indicações do livro e da aventura (que está inclusa, junto com outras duas, no próprio livro - em contraponto ao D&D, que desde o AD&D inicia a tradição de separação do conteúdo core em três livros, o DCC adota a ótima prática do livro único, ainda que um calhamaço!

Quatro jogadores, quatro personagens para cada um gerados aleatoriamente (rerrolando o "1" de HP até uma única vez), totalizando 16 aventureiros nível 0 em busca de ouro e glória - mas mais propensos a encontrar sofrimento e morte, faz parte!


One Shot: O Portal Debaixo das Estrelas

A aventura em si transcorreu de forma bem tranquila. Todos os jogadores já são familiarizados com D&D moderno, então não tivemos nenhum problema em relação às mecânicas. No final sobreviveram 6 personagens, sendo que o evento mais assassino da masmorra foi o esvaziamento da piscina que acarretou em um colapso da mesma, levando muitos personagens para o Além.


Os jogadores acabaram por contornar o cômodo com a cobra (fecharam a porta imediatamente assim que a avistaram - talvez eu devesse ter feito ela surpreender o grupo furtivamente!) e, em função disso, deixaram de aprender um pouco mais sobre a história da masmorra, o que é sempre interessante.

Mas, no geral, foi uma experiência bem divertida, apesar do estranhamento, por parte dos jogadores em relação ao conceito de aventura funil. No fim creio que o objetivo original dessa abordagem foi alcançado, pois os sobreviventes passaram a ser vistos pelos jogadores como postulantes a heróis como resultado das ações realizadas DURANTE o jogo (e não antes dele, como os RPGs modernos pressupõe).

Como abordei na última postagem, o DCC RPG passa por um momento de transição no país, com a troca da editora responsável e, diante da aguardada exposição prolongada que nosso hobby ganhará devido à chegada da tradução do D&D 5e pela Galápagos, nada mais justo que esse fantástico sistema ganhe seu espaço sob os holofotes, pois pode ser uma excelente porta de entrada para toda uma geração de novos jogadores ao RPG old school!

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

D&D B/X (One-Shot): Na Tumba do Rei-Serpente

Saudações masmorreiros e masmorreiras!

Ontem jogamos uma One Shot utilizando D&D B/X (por meio do retroclone Old-School Essentials) e creio que o resultado foi bastante positivo! Mas creio também que não utilizarei esse sistema na próxima campanha que mestrarei.

Primeiramente, o sistema é compacto, leve, ágil e elegante. Não há como negar! Mas, na prática, algumas mecânicas soam um pouco estranhas (como utilizar Salvaguarda contra Petrificação para desviar de uma armadilha que é um martelo de pedra que se solta do teto, como indicado na já mencionada Tomb of the Serpent Kings - que foi a aventura introdutória que utilizei, reduzindo-a a parte do 1º piso e com algumas modificações leves). E, no fim, os jogadores ficaram relativamente frustrados com a falta de opções disponíveis (esse foi o caso especificamente do Guerreiro - e não sei se há como culpá-lo!).


Porém, no início da sessão fiquei com a sensação de estar testemunhando algo épico, significativo. O grau de atenção que a possibilidade concreta da morte induziu aos jogadores foi algo fenomenal! Não consigo recordar de ter me divertido tanto em uma sessão de RPG. Porém, a diversão foi sendo atenuada no que, talvez, tenha sido um erro estratégico da minha parte.

Minha ideia inicial era utilizarmos personagens nível 1 - como sugerido na dungeon. Mas, após ler essa postagem, mudei de ideia. E resolvi "escalonar" os desafios da dungeon para personagens nível 5 (na verdade, optei por conceder 20.000 de XP para todos, o que, exclusivamente para o Ladino, significou nível 6).

Mas, pouco antes do início da sessão, tive a ideia de criar rapidamente 4 personagens (2 Guerreiros e 2 Ladinos) nível 1, para que os jogadores iniciassem a exploração com eles e, eventualmente, morressem, para, num segundo momento, voltarem à dungeon com os personagens mais experientes.

O resultado foi que os jogadores pareceram chateados de perderem seus personagens. E um deles conseguiu escapar com sua Ladina com vida! Utilizei isso para fazê-la voltar ao bando de mercenários informando o acontecido, criando o pretexto para a nova expedição com os aventureiros mais experientes.

A segunda expedição, então, acabou soando meio artificial. Com os personagens mais fortes tive dificuldade para transmitir a sensação de desafio real, de iminência de morte. Exceção feita ao combate final, com o "Ogro Homem-Cobra", que ameaçou fazer um grande estrago no grupo. Mas, como eles haviam sido inteligentes e economizaram recursos, possuíam várias magias para lidar com o desafio e conseguiram cegá-lo (Luz Contínua), mudando o rumo do combate.

Então, apesar de ter cometido alguns vacilos, a experiência me permitiu os seguintes aprendizados:
  • Mais que as regras, o objetivo é emular uma forma de jogabilidade alinhada aos princípios do old school gaming.
  • Para encontrar os jogadores no meio do caminho, penso ser plausível adotar a 5e, ainda que devidamente adaptada para emular essa experiência.

Nesse sentido, inspirado pela sessão de ontem estou finalizando o meu "hack" da 5e e já posto aqui no blog!